O trabalho de Alex Davico nasce do encontro entre pintura e tecido, entre gesto e memória. Interessa-lhe a construção de paisagens abstractas onde o orgânico, o imperfeito e o reciclado se afirmam como beleza contemporânea.
Cada fragmento incorporado na obra carrega vestígios de um passado invisível. Ao ser integrado na composição, deixa de ser objecto utilitário para se transformar em território sensível.
O tecido, antes funcional, torna-se linguagem. Reutilizar não é apenas um gesto ecológico. É um gesto poético.