Maria Wagner-Edery
Singularidade. Horizonte do Despertar – da série "Os Últimos Arlequins"
Não foi possível carregar a disponibilidade de recolha
Escultura da série "Os Últimos Arlequins", executada em papel machê, uma técnica artesanal que lhe confere um aspecto único e detalhes exclusivos.
Ela é um mundo monocromático congelado, guardando as cores desbotadas de festas passadas. No ritmo gráfico das suas roupas, repousa o pó e a memória de tempos em que o riso rasgava o silêncio. Parece um fotograma de um filme antigo, onde a vida parou em perfeita quietude, mas, no seu interior, a cor já despertou — ela surge através do monocromático, como a primeira manifestação de uma vida que retorna.
Na sua palma pulsa o ponto de não retorno.
Frágil mensageiro alado — um clarão penetrante de cor, como uma centelha talhada de outra dimensão. É o encontro entre a estática da eternidade e a dinâmica da vida: o instante em que o tempo habitual congela, e tudo o antigo se comprime para renascer.
Ela olha para o horizonte, para além do seu próprio “horizonte de eventos”. Parece que mais um segundo — e o calor dessa centelha romperá a película acromática. A cor começará a fluir pelos dedos, animando o tecido e transformando memórias congeladas em luz pulsante.
Não é apenas um olhar para o vazio, é a premonição de uma transformação. Um instante em que a eternidade dentro dela decide tornar-se novamente real.
Peça única, assinada e com certificado de autenticidade.
Material e técnica: Papel maché, tintas acrílicas, vernizes.
Dimensão aproximada: 46 x 38 x 30 cm
Produzido em Portugal

